Van Gogh: loucura e genialidade

A lenda por trás do pintor holandês, Vincent Van Gogh, é a de que seus quadros eram consequência de sua loucura. Afirmar que era a loucura que dominava as obras de Van Gogh serve apenas para diminuir a genialidade do pintor. Independente da vida pessoal do artista, a arte vem antes da doença. Para Albert Aurier, famoso crítico de arte francês, a obra de Van Gogh se trata: “(…) da forma que converte em pesadelo, da cor que se converte em chamas, lava e pedras preciosas, da luz que se converte em incêndio (…)”. Pouco reconhecido quando vivo, a arte de Van Gogh atravessou décadas e séculos causando admiração, para se tornar um dos traços mais importantes de todos os tempos.

Van Gogh nasceu em 1953, em Groot Zundert, na Holanda. Filho de um pastor protestante, Vincent pensa em seguir os caminhos do pai, mas logo percebe que seu desejo é viver pelo que mais ama – a pintura. O pintor era um personagem intenso, que colocava sentimentos em cada pincelada. Não teve grande fama em vida, mas conviveu com grandes artistas, como Paul Gauguin, com quem morou em Paris na famosa casa amela, chamada assim após uma pintura de Van Gogh.

Theodore Van Gogh, irmão de Van Gogh, trabalhava no ramo de obras de artes, ofício que herdou do tio, também de nome Vincent, que era um famoso comerciante em Haia. Theo, com era chamado pelo pintor, ajudou Vincent na carreira e foi um dos responsáveis pela repercussão da arte de Van Gogh após sua morte.

As atitudes de Vincent eram movidas pela emoção, assim como seus quadros. Essa característica é o que faz sua arte ser tão diferente de outros pintores de sua época. Após um episódio em que briga com seu amigo Gauguin e corta parte de sua orelha, Vincent se interna em um manicômio. Em carta, escreve: “Tanto na vida como na pintura, posso muito bem ficar sem Deus; mas não posso, sem sofrer, ficar sem algo que é maior do que eu, que significa a minha vida inteira – a força de criar”.

Após receber alta do manicômio, Van Gogh se suicida com um tiro na barriga. Antes de sua morte, ele responde do manicômio ao elogio de Albert Aurier, dizendo que sua arte não é mais que a de outros grandes pintores, ou daqueles que nunca foram ou nunca serão reconhecidos.O que faz Van Gogh ser diferente é que sua pintura é um reflexo fidedigno do autor. Simples e brilhante. Louca, por ser capaz de dar forma a sentimentos.

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