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Ataque do grupo somali Al Shabaad no Quênia matou 148 estudantes no dia 02 de abril, semana passada, e são poucas as pessoas que sabem do atentado terrorista no norte da África. O número de mortos é comparável ao da queda de um avião. Mesmo assim, não há interesse em compreender ou se importar com a morte de quenianos.

O escritor moçambicano Mia Couto postou em suas redes sociais sua revolta com a pouca atenção dada pela mídia internacional aos assassinatos na África. A Fundação Mia Couto se solidariza e afirma que se as mortes tivessem ocorrido na Europa, o mundo todo estaria mobilizado.

A população queniana sofre com os ataques do Al Shabaad desde 2011, quando o governo do país decidiu intervir em território somali em conjunto com a União Africana para combater as milícias que atuam na Somália. O Al Shabaad é um grupo rural que luta pela instauração de um estado religioso e pedem pela retirada de tropas quenianas da Somália.

A milícia entrou na Universidade de Garissa, no norte do país, pedindo para que estudantes cristãos e muçulmanos se identificassem. O objetivo era matar jovens de religião cristã. Os atiradores pediam para que os estudantes saíssem de seus dormitórios para que suas vidas fossem poupadas. Porém, todos os universitários que se identificaram foram mortos. Após os ataques, vídeos foram divulgados afirmando que os assassinatos não iriam cessar até que suas exigências fossem atendidas.

A triste realidade é que os atentados que acontecem na África não surtem a mesma mobilização internacional que os que ocorrem no hemisfério norte. O continente foi e continua subjugado a um status de caos que resiste no pensamento do Ocidente. Divulgar as atrocidades que acontecem nos países africanos é uma maneira de trazer a sociedade para perto da realidade do continente. A esperança é que no futuro a vida de alguns possam ter o mesmo valor que a vida de outros. Nesse dia haverá igualdade.

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