Simplesmente Trump

Donald Trump é milionário, experiente empresário, ótimo marketeiro e agora, presidente dos Estados Unidos (EUA). Em uma virada inesperada, o candidato republicano derrotou a experiente Hillary Clinton nas eleições. O mundo teme que as afirmações de campanha de Trump, que são preconceituosas e agressivas, tornem-se realidade. Porém, os EUA ainda são uma democracia com um forte congresso, e Trump, um hábil marqueteiro.

O novo presidente de uma das mais poderosas potências do mundo possui afirmações e crenças controversas que irão influenciar seu mandato. Trump não acredita em mudanças climáticas e crê que crescimento econômico e desenvolvimento são a mesma coisa, ou melhor, que crescimento econômico irresponsável não traz mazelas à sociedade.

O novo presidente possui investimento em energias fósseis e defende o uso do carvão como fonte de energia, uma das fontes com maior emissão de gás carbônico e grandes malefícios ambientais consequentes de sua infraestrutura de operação. Além disso, o futuro presidente é contra a imigração e pretende implantar políticas econômicas protecionistas.

Videntes a parte, não há como prever como serão os próximos anos, já que os Estados Unidos são uma democracia bem consolidada, e são muitos os republicanos que não concordam com as diretrizes de Trump. Portanto, a relação do congresso com Trump pode ser uma área sensível para sua governança e mesmo para a recuperação econômica americana, já que problemas políticos refletem na economia.

O que se tem nos EUA é a eleição de um presidente escolhido pela maioria, porém pouco legitimado entre políticos e a classe dominante. Trump foi eleito pela classe média branca americana, que é maioria, mas não a detentora de poder político e econômico. Em um país bipartidário com eleições acirradas, a governabilidade é sempre sensível.

Outro ponto a se considerar é que o populismo conservador de Trump é o marketing político. O novo presidente era apresentador de um show conhecido mundialmente, e sabe como chocar e chamar a atenção para si, o que fez habilmente nas eleições estadunidenses. Parte de seu discurso pode ser deixado de lado ao enfrentar protestos da população ou reações do congresso.

De qualquer maneira, os alardes com comparações a Hitler estão longe da realidade atual. Hitler era louco, porém um político e estrategista nato em um país que ainda não conhecia a democracia. Trump está mais para Hoover, o que ainda causa bons estragos, porém e principalmente para os Estados Unidos.

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