Os presídios e a crise da mentalidade brasileira

No início do ano de 2017 rebeliões em presídios de Roraima e no Amazonas propiciaram um dos maiores massacres em cárcere desde a rebelião no complexo Carandiru em São Paulo 25 anos atrás. No último domingo, dia 15, novamente recebemos notícias de 27 detentos mortos no Rio Grande do Norte. O número de homicídios em presídios brasileiros só esse ano já ultrapassa a centena, e as discussões sobre a crise carcerária brasileira volta à tona, dessa vez com propostas para lá de equivocadas no Congresso.

Antes de argumentar sobre a crise e o sucateamento das cadeias brasileiras, é preciso dar luz ao vício do país em prender pessoas desconsiderando recursos alterativos de correção. A jaula é efetivamente o melhor método contra a violência? Vejamos  as pesquisas… O Brasil tem mais de 625 mil presos e é o 4° país do mundo que mais prende. Entre 2.000 e 2014, o número de presos aumentou 7% ao ano, um número dez vezes maior que o crescimento da população brasileira. Em contrapartida, somos recordistas mundiais em homicídios, cerca de 60 mil por ano.

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Aleppo e o grande crime de Bashar al-Assad

Governos ditatoriais fracos e sem legitimidade, como o de Bashar al-Assad, costumam ser responsáveis por grandes catástrofes humanitárias. O jogo de poder internacional na Síria reflete a fraqueza de um governante que transforma seu próprio território em local para disputas internacionais com consequências fatais para a vida de milhares de civis.

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O corpo web

A maneira como nos relacionamos, seja no trabalho ou no âmbito privado, mudou completamente com o uso das redes sociais. Sem exceção, todos nós usamos a web 24 horas por dia nos sete dias da semana. Uma realidade jamais imaginada antes da década de 70. Com essa evolução, será que compreendemos o que mudou no contato humano? De que forma devemos nos sentir diante de tantas e tão rápidas transformações?

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Gullar vai-se embora

Nesse domingo, foi-se embora um grande poeta, o senhor José Ribamar Ferreira, mais conhecido por todos como Ferreira Gullar. O poeta, que também era ensaísta, dramaturgo e crítico literário, deixou-nos às 10h, do último domingo, após 20 dias de internação por complicações pulmonares. Na sexta-feira, ele foi diagnosticado com pneumonia, poucos dias depois de pedir à filha para levá-lo ao mar para ser levado por ele: “Luciana, tudo isso é inútil, me leva para Ipanema”; disse a ela.

Em relação ao medo da morte, em entrevista ao Jornal Rascunho, em 2011, ele disse; “não temo a morte, embora não a deseje”, e com a mesma convicção, lúcida e corajosa, pediu para a família desligar os aparelhos da sua sobrevivência no último domingo.

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Festival Satyrianas homenageia Phedra de Córdoba

A praça Roosevelt e seus entornos eram considerados uns dos lugares mais perigosos de São Paulo. Ainda não se falava em revitalização do centro da cidade em 2.000 e muito menos por meio da ocupação cultural, até que a companhia os Satyros veio em dezembro do mesmo ano e se instalou nos entornos da praça.

A arte transformou a cara do lugar com a ajuda de Phedra de Cordoba, uma artista frequentadora da praça e a eterna madrinha dos artistas da praça. Se podemos falar sobre arte como uma arma de transformação, podemos chamar a diva Phedra de precursora desse processo e nessa edição do festival, a homenageada da vez é ninguém mais ninguém menos que a diva Phedra.

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