O lado bom da crise

Não é novidade para ninguém a notícia de que os recursos naturais estão se esgotando. Logo, o homem se encontrará em uma situação sem saída: ou ele muda a velocidade do consumo, ou não haverá o que consumir. Em escala menor, podemos dizer que o estado de São Paulo passa por situação semelhante em relação à água.

A responsabilidade pela falta de abastecimento na cidade de São Paulo e em todo o estado tem duas frentes muito claras. A primeira trata-se do descaso dos nossos representantes com o planejamento em infraestrutura. E a segunda diz respeito ao descaso das pessoas em relação aos recursos naturais.

Uma falha sistemática em não pensar em longo prazo fez com que uma cidade circundada por rios presencie a maior restrição hídrica de todos os tempos. Canalizaram os caminhos fluviais, transformaram em esgoto; e o resultado foi a perda de uma alternativa de transporte, enchentes onde havia rios e restrição hídrica.

A segunda questão, longe de fazer peso em favoritismos – mas é real -, diz respeito ao papel do consumidor. Desde o ensino fundamental, os livros didáticos mostram a importância de economizar água e energia elétrica; porém, o cidadão só pensa em colocar em prática tais medidas, quando é anunciado um racionamento de 5 dias sem para 2 com água e multas para o desperdícios no valor de mil reais.

Daí, vemos a corrida desenfreada para a compra de bombonas, baldes, caixas d´água, o diabo para reutilizar e estocar a água suja da máquina na faxina do quintal. E é coerente a pergunta: por que não faziam o mesmo antes?

Ninguém é a favor da situação crítica em que se encontra o estado, porém há males que vem para o bem, e podemos tirar proveito dessa crise. Uma forma um tanto severa de educação social, mas que pode trazer mudanças interessantes…

Quem sabe mudamos para melhor.

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