Novos ares para Andaluzia

No último domingo (22), Andaluzia, comunidade autônoma mais populosa da Espanha, decidiu os representantes do parlamento local. O resultado mostrou a vitória do Partido Socialista Obrero Español (PSOE) sobre seus oponentes, como é de costume há 33 anos na região. Porém, a novidade do último domingo é o aparecimento de novas frentes políticas nas cadeiras parlamentares, modificando o tom monocromático das decisões do PSOE e colocando em risco o bipartidarismo entre PSOE e Partido Popular (PP) na região.

A vitória da candidata Susana Díaz se dá em meio ao fragmentado ambiente de novas coligações e propostas. Agora existem cinco segmentos no Parlamento ao invés dos três da situação anterior.

O candidato “conservador” do PP, Juan Manuel Moreno, não atingiu as expectativas das intenções de voto apesar do apoio constante do atual presidente Mariano Rajoy, os esforços midiáticos e promocionais não foram suficientes para ludibriar um eleitorado insatisfeito

Quem entra em terceiro lugar no hall das decisões é o Partido Podemos responsável pelo reajuste de cadeiras e por colocar em segundo plano nas decisões o Esquerda Unida, partido de aspirações sociais, mas coligado com o PSOE, este com apenas quatro assentos dos doze que possuía. Cuidadanos também recebe destaque e, junto com o Podemos, plurifica os diálogos parlamentares de Andaluz.

Partidos emergentes também ganharam espaço apesar de estarem ainda longe das vitórias eleitorais, no entanto, o surgimento de novas organizações sugere para o cenário espanhol o fortalecimento da participação popular, especialmente nos setores populares em meio ao ambiente de crise e medidas de austeridade.

O último domingo serve de aposta para as próximas eleições no país e, de antemão, anuncia uma população disposta por mudanças e participação política. Em meio às medidas de austeridade, a Espanha caminha com ares gregos de determinação para o diferente.

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