Monty Python de Miguel Gonçalvez

“Sou escritor, tenho 41 anos. Acordo todos os dias e espirro uma única vez. Bebo um copo de água da torneira. Sento-me, procuro escrever. Interrompo, deito-me. Levanto-me. Como uma bolacha. Escrevo um parágrafo, deito-me. Procuro entender o teto”. Depoimento de Valter Hugo Mãe.

O que nos move? Qual é o sentido da nossa existência? Seria possível encontrar uma resposta para tais perguntas? Esse é o tema nada modesto da nova super produção do diretor Miguel Gonçalves Mendez, o mesmo produtor do premiado José e Pilar.

O documentário é fruto de três anos de pesquisa e conta com orçamento colaborativo, a ideia é que todos os interessados pelo trabalho possam fazer parte dele de alguma forma, seja na contribuição financeira, seja no envio de vídeos particulares que são editados e incluídos nas filmagens.

A narrativa conta a vida de Miguel, personagem, um homem com uma doença terminal que resolve viajar pelo mundo à procura do sentido da vida. Em paralelo com a peregrinação dele, seis personagens arquétipos – um escritor, um comediante, um realizador, um músico, um político, um ateu e um astronauta – têm suas histórias e convicções entrecruzadas a fim de responder qual o sentido da vida.

A produção destaca-se pela temática ousada do diretor, ainda mais com nomes de peso como José Saramago, Valter Hugo Mãe, Pilar Del Rio e Laerte fazendo considerações sobre a vida.

Miguel Gonçalves procura dialogar com o expectador sobre a importância da vida, em uma sociedade cada vez mais lancinante e fragmentada, e mostrar a nossa particularidade, nossa capacidade de pertencimento em algo maior e, sobretudo, nossa desimportância.

Esperamos ansiosos para o lançamento no Brasil em 2016.

Colaborações são captadas pelo site:

Osentidodavida.sapo.pt

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