Meu estado e seu governo

A popularidade de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, caiu em 10 pontos percentuais de acordo com as pesquisas do instituto Datafolha, divulgadas no dia 7 de fevereiro de 2015.

O governador ganhou as eleições com uma vantagem assustadora de votos comparada aos adversários. Pregava o fim do monopólio petista nas decisões públicas e chegou a discursar, em rede pública, que o colapso hídrico na cidade de São Paulo não existia. Veja bem o estado em que estamos.

Mais tarde, denuncias de que o governador sabia do problema e omitiu a informação para fins eleitoreiros fez com que fosse cogitada a cassação de seu mandato por improbidade administrativa. No caso, a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, afirma em escuta que nada devia ser feito em relação à economia de água porque seus “superiores” não permitiam. Ela foi enfática em discordar com a ordem de silêncio, apesar das mãos atadas. Na reunião, também estava presente o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, conhecido por ter alarmado a população sobre os banhos de caneca, que agora não parece novidade a ninguém; mas, dois meses atrás, foi tido como agitador alarmista.

O interessante sobre a questão da falta de água é que ela trará a realidade da periferia de São Paulo para a casa do eleitor do PSDB, aquele que votou em um candidato o qual escondeu a questão da água para não ser prejudicado nas eleições estaduais.

O sistema de racionamento de água e as medidas de distribuição do recurso poderiam estar anos luz à frente, no entanto começamos a engatinhar na questão agora, quando se abre a torneira e a água não vem. E o cara, o mesmo, lá no cargo.

No momento, já não interessa saber quem foram os culpados e por que deixaram a situação do reservatório chegar a esse ponto. Tamanha a confusão em que estamos, o melhor é organizar a sociedade para a recessão que estamos prestes a enfrentar.

Em reunião coletiva com a presidenta Dilma, no dia 30 de janeiro, o governador ainda não admitia o racionamento para a cidade de São Paulo e afirmou que não permitiria a extração da terceira reserva do volume morto. Geraldo Alckmin elogiou o governo federal pela ajuda nas obras de transposição do rio Paraíba do Sul, um investimento milionário que virá, na melhor das hipóteses, com dois anos de atraso. Veremos, nas próximas eleições, como esse sujeito se sai.

Porque o governo foi omisso e irresponsável, é a vez da população cuidar de si e do próximo, para que essa massa amorfa, chamada sociedade civil, mostre aos seus dirigentes que é feita de gente. E essa gente já não aguenta mais.

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