Elisa Carreno

Não veio de uma família de artistas, nem foi uma criança deslumbrada por desenhos e pinturas, é verdade que teve pais mochileiros e tudo mais, coisas que não passam à toa no que nos tornamos, mas não foram bem eles os responsáveis por apontar o caminho para a artista plástica Elisa Carreno. Se o caso pede réu, seria justo recordar a influência de um professor de história da arte, lá atrás, ainda nos tempos do colégio.

O encantamento de Elisa com o fazer artístico nunca se deu pela ambição de criar algo agradável aos olhos. Sobretudo é o desejo de captar nuances, seja no eu sozinho, seja no encontro dele com o outro. Elisa aprendeu a enxergar na produção artística algo sincero e absolutamente humano, que não poderia ser expresso de outra forma que não fosse por meio de representações abstratas.

Telas de tamanho médio são carregadas com grossas camadas de tinta acrílica, nanquim e colagens, num processo de maturação que leva semanas, em alguns casos, meses. Cada camada revela o estado emocional da artista no momento do registro, e o resultado final é um todo complexo, alegoria do estado emocional do indivíduo moderno.

Sua obra dialoga com os sentidos por meio do objeto visual, a proposta da artista é invocar sensações em seus espectadores, convidando-os para vivenciarem impressões.

A proposta do trabalho de Carreno é fazer com que o espectador complete a significância da obra com a vivência de mundo que carrega em si.

Uma arte não passiva que precisa e busca no outro a completude do sentido.

Onde encontrar:

Elisa Carreno

Brooklyn Art Space – Residência de janeiro até junho de 2015.

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