Ei moça, seu relacionamento é abusivo

Eu fazia uma pesquisa sobre o que escrever sobre comportamento para o nosso querido site quando uma amiga me mandou um vídeo sobre relacionamentos abusivos. A boa e velha mania de trabalhar conectado ao Facebook nesse caso até que deu certo. Somei os comentários da JoutJout com as histórias dos amigos e as minhas e cheguei à conclusão de que o caso é endêmico.

Em primeiro lugar, gostaria de lembrá-los de que a sociedade machista facilita a dominação masculina sobre as mulheres, porém os abusos acontecem em todos os tipos de arranjos amorosos e não cabe apontar o sexo masculino como provedor de todo o mau. Cuidado moça, você também pode estar abusando.

Violência física é crime. Ahhh, mas eu pedi pra levar aquele empurrão… Ahhhh, ele estava bêbado… Ahhhh, mas quem nunca… Violência física é crime e é senso comum julgar esse tipo de postura como inadequada. Trata-se de um acontecimento evidente.

O grande perigo mesmo está nas situações menos óbvias, nas arapucas da insegurança e da manipulação. Falemos de alguns casos:

Caso número 1: mar de lágrimas. A namorada demanda a atenção completa do namorado e não gosta que ele se relacione com outras pessoas. Quando o namorado questiona que sente falta de passar um tempo com os amigos, rolam lágrimas e o namorado, tolhido do seu direito de ir e vir, acata a vontade da parceira para não magoá-la. Erro.

Caso número 2: namorando o rei. Não sei direito qual é a pira desse tipo de rapaz. É mais ou menos assim, nos sentimos tolhidas de contar as nossas vitórias porque para ele coisas não relacionadas a ele não interessam. As conquistas dele sim são festejadas, já as suas… Fué! Errou rude.

Caso número 3: ele te ama. Outro fator sério é aquele em que o sujeito se coloca como o ÚNICO capaz de gostar de você de VERDADE, veja bem, todas as outras relações eram superficiais, a dele não, a dele é a pura e correta e pelamordedeus.

Caso número 4: você está louca. O cara desacredita tanto a nossa versão da história, até na frente de terceiros que a gente começa a duvidar de nós mesmas. Esse tipo de cretinice em especial tornou-se um caso clínico e serve para identificar possíveis sociopatas.

Bom, paramos por aqui senão ficaremos até amanhã dando exemplos de tresheiras de comportamento entre casais. Não sei quanto a vocês, mas eu só me liguei da gravidade da coisa quando me apontaram o erro. Não se trata de um amor desmedido ou questão de temperamento. Tornar-se um carrasco ou vítima de alguém é cinco minutos. O amor está aí para ser vivido, gente, e não vigiado.

Deixe uma resposta