O empresário da política

A posse de Donald Trump foi marcada por uma onda de protestos nos Estados Unidos e no mundo. Norte-americanos ironizam a capacidade política do empresário e protestam contra colocações machistas e preconceituosas feitas durante a campanha presidencial mais sombria, caricata, truculenta e vulgar da história do país.

Uma parcela da população não se conforma com o resultado eleitoral que parecia piada de mal gosto e, portanto, foi descartado como verdade pela grande mídia. Porém, no dia das apurações, veio o susto. Em seu livro autobiográfico chamado: Trump – a arte da negociação, o atual presidente mostra sua estratégia: “uma vez eu disse que construiria o prédio mais alto do mundo, ninguém quis saber dos detalhes, só olharam o sensacionalismo”. E acrescenta: “qualquer história, mesmo negativa, é boa para o seu negócio”. E como ele acertou na receita.

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Aleppo e o grande crime de Bashar al-Assad

Governos ditatoriais fracos e sem legitimidade, como o de Bashar al-Assad, costumam ser responsáveis por grandes catástrofes humanitárias. O jogo de poder internacional na Síria reflete a fraqueza de um governante que transforma seu próprio território em local para disputas internacionais com consequências fatais para a vida de milhares de civis.

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Simplesmente Trump

Donald Trump é milionário, experiente empresário, ótimo marketeiro e agora, presidente dos Estados Unidos (EUA). Em uma virada inesperada, o candidato republicano derrotou a experiente Hillary Clinton nas eleições. O mundo teme que as afirmações de campanha de Trump, que são preconceituosas e agressivas, tornem-se realidade. Porém, os EUA ainda são uma democracia com um forte congresso, e Trump, um hábil marqueteiro.

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O eleitorado contra o inimigo

Em plena campanha eleitoral, o país revela como pensa o cidadão norte-americano para o mundo. O clima de recessão econômica cria condições para o cidadão comum se sentir ressentido com o establishment neoliberal e, nesse contexto, figuras autoritárias ganham destaque como os sujeitos capazes de interferir nas regras do jogo.

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Um voto para a paranoia

Duas explosões em New Jersey reanimaram os debates sobre terrorismo na corrida presidencial, no último sábado. A primeira detonação deixou 29 feridos e a segunda, devido a um atraso em uma corrida beneficente, não atingiu civis. O suspeito é Ahmad Khan Rahami, um afegão de 28 anos, residente no país desde os 12 anos de idade e naturalizado cidadão americano. Trump voltou a falar em controle de estrangeiros e Hilary atacou o adversário pelos comentários xenófobos.

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