Tributo a Elke Maravilha

Se este texto tivesse trilha sonora seria A noiva da cidade de Chico Buarque e Francis Hime, canção feita para o filme de Humberto Mauro de mesmo nome (1978), um dos maiores cineastas brasileiros, e que teve como protagonista a jovem Elke Maravilha.

“Será que a moça lá do alto não escuta o sobressalto do coração da gente” canta Chico Buarque em letra tão apropriada para o dia que Elke Maravilha, russa, alemã, filha de guerrilheiro, brasileira e apátrida, deixou os brasileiros com o coração apertado e um sorriso nos lábios por lembrar dessa figura que representava tantos ao mesmo tempo.

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Xico Sá por Cláudio Assis

O diretor Cláudio Assis estreia Big Jato nos cinemas. O filme foi considerado pela crítica como um dos melhores trabalhos do cineasta e, no Festival de Brasília, venceu nas categorias: melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor roteiro e melhor trilha sonora. Se for realmente tão melhor que os demais; Amarelo Manga, Febre do Rato, Baixio das Bestas, entre outros, é difícil dizer, porém uma coisa é certa – Big Jato é definitivamente menos polêmico que os demais.

O longa-metragem é a adaptação dos roteiristas, Anna Carolina Francisco e Hilton Lacerda, de um livro de Xico Sá de mesmo título. Amigo íntimo do cineasta e com uma trajetória de vida muito semelhante à de Assis, Sá também veio do interior do Nordeste para a capital, resgatando nesta ficção traços de autobiografia tanto de um, quanto do outro, apesar da evidente carga fantasiosa da obra.

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O Abraço da Serpente

Do alto, o rio Amazonas transfigura-se no abraço de uma serpente e nada além de água e mata pode ser avistado. O Abraço da Serpente, filme premiado do cineasta colombiano Ciro Guerra é uma obra prima ficcional atemporal e uma crítica à exploração e entendimento dos povos indígenas.

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Um teatro construído a 28 patas furiosas

Uma macieira que come os próprios frutos e um lugarejo se movendo rumo ao mar, essa é a história contada e tão bem ilustrada pelo grupo 28 Patas Furiosas no espetáculo A macieira em cartaz, aos sábados e domingos, no Espaço 28.

Talvez apenas o tema da peça fosse argumento suficiente para instigar o espectador a conhecer mais de perto o espetáculo plástico, sensorial e fabular idealizado pelo grupo, porém, mais do que bem merecido, é preciso dizer mais.

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A política dá o tom da Virada Cultural

No último fim de semana, dias 21 e 22, aconteceu a Virada Cultural em São Paulo – evento cultural que existe desde 2005, baseado na Nuit Blanche de Paris. A Virada trouxe elementos diversos e uma boa pitada de política e ativismo na plateia. A diferença na edição de 2016 é que, dessa vez, o público não estava lá apenas para ouvir os shows.

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