O Abraço da Serpente

Do alto, o rio Amazonas transfigura-se no abraço de uma serpente e nada além de água e mata pode ser avistado. O Abraço da Serpente, filme premiado do cineasta colombiano Ciro Guerra é uma obra prima ficcional atemporal e uma crítica à exploração e entendimento dos povos indígenas.

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Um teatro construído a 28 patas furiosas

Uma macieira que come os próprios frutos e um lugarejo se movendo rumo ao mar, essa é a história contada e tão bem ilustrada pelo grupo 28 Patas Furiosas no espetáculo A macieira em cartaz, aos sábados e domingos, no Espaço 28.

Talvez apenas o tema da peça fosse argumento suficiente para instigar o espectador a conhecer mais de perto o espetáculo plástico, sensorial e fabular idealizado pelo grupo, porém, mais do que bem merecido, é preciso dizer mais.

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A política dá o tom da Virada Cultural

No último fim de semana, dias 21 e 22, aconteceu a Virada Cultural em São Paulo – evento cultural que existe desde 2005, baseado na Nuit Blanche de Paris. A Virada trouxe elementos diversos e uma boa pitada de política e ativismo na plateia. A diferença na edição de 2016 é que, dessa vez, o público não estava lá apenas para ouvir os shows.

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A Tragédia Latino-Americana, de Felipe Hirsch

Felipe Hirsch dá continuidade à peça Puzzle, de 2013, com A Tragédia Latino-Americana, que esteve em cartaz no SESC Consolação até o final de março na Mostra Internacional de Cinema. A continuação será A Comédia Latino-Americana, que terá estreia em setembro no festival Mirada, em Santos.

À época, a peça Puzzle foi aclamada em sua estreia por ser uma abordagem atípica sobre o que é ser brasileiro por meio da literatura nacional, mostrando que textos de séculos anteriores ainda podem servir para caracterizar uma sociedade que pouco se modificou ao longo dos séculos. Formada por quatro peças, Puzzle é fortemente irônica e mais ácida que A Tragédia Latino-Americana. Leia

Sobre a sustância do negro do rap ao teatro

Em cartaz até dia 17 de abril, grupo de teatro Coletivo Negro apresenta Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustância de Meninos e Homens, montagem contemplada pela XXV Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.

A peça retrata com maestria a sobrevivência do brasileiro negro diante das dificuldades da miséria e da exclusão social. São cenas contundentes, de música marcante e dramaturgia forte, que montam um retrato perverso porque verídico da vida nas periferias. A peça é inaugurada com a frase: “atenção, isso não é uma ficção”, colocação muito pertinente do ator, dramaturgo e diretor do projeto, Jé Oliveira, ilustrando desde o princípio, o caráter de denúncia da obra.

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