O negro onde ele quiser

Emmit Walker, um executivo de música norte-americano, foi acusado de estar no lugar errado na última terça-feira, 5, quando embarcava na fila da primeira classe no aeroporto da cidade de Arlington, em Virgínia. Emmit viralizou nas redes com a resposta: “sou apenas um negro com dinheiro”. O mesmo poderia ter dito Emicida ao ser tachado de “hipócrita” pelo MBL.

O rapper não deixou barato no Twitter: “ponto didático de hoje é: Se você não se ofende ao ver pretos na miséria, tenha pelo menos a fineza de ficar calado quando ver eles em ternos de 15 mil”.

E a pergunta que fica é: por que um negro de sucesso incomoda? Leia

O discurso de ódio de cada dia

A maneira como consumimos e absorvemos a informação mudou. Já não nos informamos através da grande mídia e sim pelos próprios internautas. E essa passagem do modelo de divulgação para o modelo de circulação sinaliza uma veiculação mais participativa e diversificada. Porém, num cenário onde tudo se vê, opina e compartilha, como deter manifestações de ódio ao próximo? Como saber se também não estamos propagando preconceitos enraizados em nosso círculo social, e ainda, quais são os critérios de censura para as narrativas consideradas perigosas?

Regulamentar o que se diz e como se diz sem ferir o Direito Fundamental de Expressão é a grande premissa para a construção de uma rede saudável e cidadã para todos. No entanto, o que seria de fato um discurso de ódio?

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Casa 1 para um começo

Sentado à mesa de um bar, uma coca e um jornalista. Iran Giusti, 27 anos, jornalista e militante LGBT, começa a falar de vontades e loucuras que se tornaram reais. A Casa 1, única casa em São Paulo criada para acolher LGBTs expulsos de suas casas ou em situação de rua tornou-se real em dezembro, após Iran abrir um financiamento coletivo na internet. A casa é um lindo sobrado em uma esquina no centro da cidade e já traz cores e diversidade para a região.

O começo da militância de Iran foi descrito como individual e bastante distante de problemas reais. De acordo com ele “a gente tem uma tendência social a se fechar em determinados grupos”, e mesmo a militância de cada grupo se fecha, muitas vezes sem entender o preconceito e sofrimento de outros grupos. Quando começou a alugar o sofá de sua casa no Airbnb, falando que recebia LGBTs que não tinham para onde ir, surpreendeu-se com a procura. Daí veio a ideia de criar a Casa 1, um espaço cultural e de acolhimento – “parte (dos amigos) achou que eu era um heroi e parte um louco”. Leia

O corpo web

A maneira como nos relacionamos, seja no trabalho ou no âmbito privado, mudou completamente com o uso das redes sociais. Sem exceção, todos nós usamos a web 24 horas por dia nos sete dias da semana. Uma realidade jamais imaginada antes da década de 70. Com essa evolução, será que compreendemos o que mudou no contato humano? De que forma devemos nos sentir diante de tantas e tão rápidas transformações?

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Por que não somos 40

Reza a lenda de que o Ministério Público vai monitorar a conduta dos policiais nas próximas manifestações contra o golpe em São Paulo e Rio de Janeiro após a onda de denúncias sobre truculência e abuso da PM. Dessa vez, a briga é por um motivo muito mais espinhoso do que as grandes passeatas de 2013, e os órgãos de repressão do Estado farão o que seus comandantes mandarem para por fim às reivindicações da rua.

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