A rainha da patacoada

A ex-prefeita de São Paulo e atual senadora, Marta Suplicy, pronunciou seu rompimento com o PT no dia 28 de abril deste ano ainda em cumprimento de cargo, após 33 anos na legenda. A representante está em seu direito principalmente depois do mal-estar interno enfrentado na candidatura  da prefeitura de São Paulo, nada mais natural que a sua retirada partido. No entanto, o surpreendente foi sua filiação ao PMDB. Mais espetacular ainda, a realização do evento do PMDB no TUCA. Mas, extraordinário mesmo!, foram os argumentos da senadora para a troca de legenda.

No último sábado, dia 26, Marta anunciou a filiação ao partido opositor em evento do PMDB no Tuca, espaço da Pontifícia Universidade Católica, PUC, em São Paulo, lugar símbolo da resistência à ditadura militar. O teatro recebeu o suprassumo do conservadorismo brasileiro em uma situação um tanto contraditória com a sua história de militância. Porém, de acordo com as declarações de Renan Calheiros, situações equivocadas combinam com as divergências dos convidados.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, no sábado, discursou reconhecendo as contradições do PMDB e indicou a incoerência como uma característica positiva do partido, em suas palavras: “responsáveis pela grandeza da legenda”.

Falemos de outras declarações um tanto surpreendentes da reunião. Marta Suplicy esclareceu que mudou de partido porque sentiu confiança ao olhar nos olhos de Michel temer, presidente nacional do PMDB. Um voto de confiança àquela senhora experiente no trato com os tubarões político? Poderíamos. Mas um olhar ético de Michel Temer? Sobre a derrota interna com a nomeação de Fernando Haddad, uma informação um tanto mais crível, nem uma palavra. Cabe ao eleitor acreditar que a decisão tenha sido mesmo um feeling de olhos nos olhos.

No comitê da patacoada, o clima era de festa: “1, 2, 3, 4, 5, mil, Marta e Michel em São Paulo e no Brasil”. Também teve elogio de Marta para José Sarney, o qual ela chamou de “gigante da política”. A mídia falou sobre o cuidado das lideranças peemedebistas em não indicar novas lideranças para a cidade de São Paulo e para a presidência, mas com aquela torcida organizada, bom… E como não poderia faltar, Marta ainda discursou sobre a sua intolerância com o uso da política para fins pessoais, ela declara: “a gente quer um país livre da corrupção (…). Michel conte comigo para reunificar os sonhos”.

Um fim de semana um tanto frutífero para quem achava que já tinha visto de tudo na política brasileira.

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