A mídia internacional na cobertura das eleições 2014

No dia 5 de outubro todos os brasileiros maiores de 18 anos vão às urnas e mais uma vez os olhos do mundo estão focados no cenário brasileiro. Uma atenção inusitada e relativamente nova dos últimos anos devido ao crescimento econômico promissor em um país de proporções continentais.

As eleições brasileiras é o assunto de maior destaque nos maiores veículos internacionais de notícia. Interessante notar o que estão falando lá fora sobre o rumo da nossa política e de que forma apresentam os candidatos. O jornal El País, versão espanhola, empregou muito bem a comparação “montanha-russa” para exemplificar o curso das eleições, com intenções de voto subindo e descendo de maneira vertiginosa nas pesquisas e reviravoltas desagradáveis.

Já o Clarín, publicação argentina, sugere simpatia com Dilma Rousseff (PT) ao apontar a união de esforços entre os candidatos de oposição contra a presidenta, no último debate televisivo exibido pelo canal Record.

A presidenta na ONU

No dia 23 desse mês, Dilma pronunciou-se na Assembleia Geral da ONU sobre a situação de melhora social brasileira e a importância do marco regulatório na internet. Em relação ao seu discurso sobre o Brasil, foi acusada de usar a oportunidade para pronunciar-se como candidata ao invés de chefe de Estado, ao citar os programas da gestão petista: Bolsa Família e Plano Brasil sem Miséria. Confira o discurso na íntegra.

No dia seguinte, quarta-feira (24) respondeu as acusações pedindo aos jornalistas para compararem o seu discurso com os anteriores realizados na mesma organização e defendeu a menção dos programas sociais. “Acho que uma parte do respeito que o Brasil tem no plano internacional decorre do fato de a gente ter feito isso”, declarou.

Repercussões

A mídia internacional, de maneira geral, já aponta Dilma Rousseff como a favorita para a cadeira presidencial e mostra pontos interessantes e inusitados nessa disputa. Pela primeira vez a corrida eleitoral é pleiteada por duas mulheres, duas candidatas com um passado nas militâncias políticas de esquerda e, pela primeira vez em 20 anos, o PSDB, partido fundado por Fernando Henrique Cardoso, permanece fora da disputa decisiva eleitoral para a presidência.

Porém, não apenas a decisão do próximo chefe de estado recebeu destaque nos últimos dias, também declarações polêmicas no discurso de alguns candidatos chocou a imprensa internacional. Levy Fidelix (PRTB) foi apontado como o porta-voz de uma “noite infeliz para a democracia e a intolerância”, de acordo com o veículo The Guardian. Fez feio aqui, faz feio no mundo inteiro, é inevitável.

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