A batalha entre táxis brancos e pretos

Para alguns, a briga entre taxistas e parceiros do Uber pode ser entendida como uma disputa entre grande empresa e pequenos empreendedores. Para outros, a discussão encaminha para o mundo moderno versus o antigo. Os dois lados têm fortes argumentos, mas a saída ainda parece ser o meio termo entre a aparente liberdade dos parceiros do Uber e a competição justa entre as duas categorias.

O Uber foi criado em 2008, em Paris. A ideia veio de um empreendedor com dificuldades em pegar um táxi. Os táxis existem há anos e são um empreendimento individual, regulado e precificado. O Uber é a versão elitizada moderna do táxi, para pessoas que buscam diferenciação.

Até pouco tempo, taxistas em muitas cidades combinavam o preço da corrida com antecedência, e muitas vezes ficava mais barato que o transporte público a depender de quantas pessoas ocupavam o carro. Atualmente, o taxista é rigorosamente fiscalizado e possui um forte sindicato que os une, fazendo com que a concorrência nas diferenciações de preços tenham ficado no passado.

O Uber é a ideia moderna de táxi, em que as pessoas trabalham para uma grande companhia, no caso, o próprio Uber, como se fossem motoristas particulares. O carro é do próprio motorista, o qual é chamado por um aplicativo. O preço é combinado com antecedência e depende do local, hora e de quem está dirigindo.

Taxistas do mundo todo estão se revoltando com a concorrência do Uber, que não paga taxas para a prefeitura, mas paga para a multinacional, em valores menores, o que contribui para que cobrem menos em algumas corridas.

A decisão de muitos governos tem sido regularizar minimamente o Uber, mas taxistas querem o banimento da empresa. Em meio a isso, os protestos da categoria têm se tornado cada vez mais violentos nas capitais brasileira, com agressões a motoristas do Uber.

O resultado é cada vez mais pessoas contra os taxistas e a favor do Uber, com cada vez mais chamadas direcionadas para o aplicativo mundial, que, na realidade, pouco possui de moderno, já que não passa da maneira que os taxistas eram antigamente, porém comandados por uma grande multinacional. Esse é o capital recriando tendências. A solução: regular o Uber de maneira justa, para que haja concorrência leal entre “motoristas particulares” e taxistas.

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