A ameaça Trump

Apesar das eleições norte-americanas ainda caminharem na indicação dos candidatos à presidência pelos democratas e republicanos, dois nomes parecem confiantes das suas nomeações, trata-se de Hillary Clinton, pelos democratas, e Donald Trump, pelos republicanos; porém, a votação dos delegados no estado de Indiana trouxe surpresas.

O pré-candidato eleito para os democratas no estado foi Bernie Sanders, contrariando as pesquisas de opinião que apontavam a liderança de Hillary Clinton. Enquanto que Trump continua liderando entre os republicanos, com 52,7% de aprovação.

Hoje temos uma visão mais clara, porém imprecisa, de como se encaminha as eleições norte-americanas com a votação do estado de Indiana, polo rural e industrial dos Estados Unidos. O segundo momento e mais decisivo acontece apenas no dia 7 de junho, com as eleições da Califórnia, o estado com maior número de delegados. Então, apenas a partir de junho será possível falar com segurança sobre os candidatos à presidência.

Apesar da crueza do momento, Trump se coloca como preferido pelos republicanos e tenta, desde já, angariar a nata do conservadorismo. Similar ao discurso de figurões do parlamento brasileiro, o milionário é um político explicitamente preconceituoso com os cidadãos estrangeiros e com a comunidade mexicana, além de pregar a dominação bélica do oriente médio.  Apesar da onda de protestos, Trump se mantém firme nas pesquisas, graças a uma parcela da sociedade que simplesmente prefere a boa e velha política “big stick” aos meios diplomáticos.

O interessante em observar as eleições norte-americanas é a forma com que o eleitorado se comporta, porque, para muitos delegados e eleitores de delegados, o milionário parece discursar boas soluções ao invés dos absurdos palestrados. 

Todos sabem o perigo de um futuro presidente norte-americano como o excêntrico milionário. Afinal, a decisão do grande costuma resvalar em todos os menores relacionados ou subjugados a ele. E tanto lá como aqui, o futuro está assustadoramente apontando para o pior.

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