Crianças da guerra

A realidade atual do Sudão do Sul é de fome e conflito. O país mais jovem do mundo, que conquistou a independência em 2011 após anos de guerra civil, sofre com conflitos internos. Grupos organizados guerreiam entre si pelo domínio político do país e, em meio a isso, encontra-se uma das piores faces da guerra no país: as crianças soldados.

Crianças na faixa etária de 10 anos são envolvidas em conflitos armados e, desde cedo, guerreiam como adultos.  As diferentes etnias presentes no Sudão lutam entre si em defesa própria. As crianças entram para o exército para defender suas aldeias em um momento justificado como de exceção, mas que já perdura há anos.

O envolvimento de crianças em conflitos armados foi regulamentado apenas em 2000 pelo Protocolo Facultativo para a Convenção sobre os Direitos da Criança e ratificado por 130 países. Apesar disso e da pressão feita por Organizações Internacionais para extinguir essa prática, as crianças soldados ainda existem em muitos países.

Atualmente, o presidente sul sudanês é Salva Kiir Mayardit, que ocupou o cargo após a morte do ex-presidente do país. Conforme são estabelecidos acordos de paz com as guerrilhas armadas, as crianças são liberadas. A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) acompanha o retorno das crianças às suas famílias, mas o suporte não é estendido a todos. De qualquer forma, os traumas de guerras em crianças nunca serão totalmente revertidos. Podem ser no mínimo apaziguados.

Essa é a vida de parte das crianças do mundo. A guerra é cruel em qualquer circunstância, mas utilizar crianças inocentes e sem poder de escolha para lutar torna a prática ainda mais avassaladora. Os meninos da guerra serão uma geração que não teve infância ou educação infantil e serão no futuro os herdeiros de um país em reconstrução.  Resta saber quantos anos o Sudão do Sul ainda necessita para formar cidadãos que não vejam a guerra como solução.

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