Casa 1 para um começo

Sentado à mesa de um bar, uma coca e um jornalista. Iran Giusti, 27 anos, jornalista e militante LGBT, começa a falar de vontades e loucuras que se tornaram reais. A Casa 1, única casa em São Paulo criada para acolher LGBTs expulsos de suas casas ou em situação de rua tornou-se real em dezembro, após Iran abrir um financiamento coletivo na internet. A casa é um lindo sobrado em uma esquina no centro da cidade e já traz cores e diversidade para a região.

O começo da militância de Iran foi descrito como individual e bastante distante de problemas reais. De acordo com ele “a gente tem uma tendência social a se fechar em determinados grupos”, e mesmo a militância de cada grupo se fecha, muitas vezes sem entender o preconceito e sofrimento de outros grupos. Quando começou a alugar o sofá de sua casa no Airbnb, falando que recebia LGBTs que não tinham para onde ir, surpreendeu-se com a procura. Daí veio a ideia de criar a Casa 1, um espaço cultural e de acolhimento – “parte (dos amigos) achou que eu era um heroi e parte um louco”. Leia

O empresário da política

A posse de Donald Trump foi marcada por uma onda de protestos nos Estados Unidos e no mundo. Norte-americanos ironizam a capacidade política do empresário e protestam contra colocações machistas e preconceituosas feitas durante a campanha presidencial mais sombria, caricata, truculenta e vulgar da história do país.

Uma parcela da população não se conforma com o resultado eleitoral que parecia piada de mal gosto e, portanto, foi descartado como verdade pela grande mídia. Porém, no dia das apurações, veio o susto. Em seu livro autobiográfico chamado: Trump – a arte da negociação, o atual presidente mostra sua estratégia: “uma vez eu disse que construiria o prédio mais alto do mundo, ninguém quis saber dos detalhes, só olharam o sensacionalismo”. E acrescenta: “qualquer história, mesmo negativa, é boa para o seu negócio”. E como ele acertou na receita.

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Os presídios e a crise da mentalidade brasileira

No início do ano de 2017 rebeliões em presídios de Roraima e no Amazonas propiciaram um dos maiores massacres em cárcere desde a rebelião no complexo Carandiru em São Paulo 25 anos atrás. No último domingo, dia 15, novamente recebemos notícias de 27 detentos mortos no Rio Grande do Norte. O número de homicídios em presídios brasileiros só esse ano já ultrapassa a centena, e as discussões sobre a crise carcerária brasileira volta à tona, dessa vez com propostas para lá de equivocadas no Congresso.

Antes de argumentar sobre a crise e o sucateamento das cadeias brasileiras, é preciso dar luz ao vício do país em prender pessoas desconsiderando recursos alterativos de correção. A jaula é efetivamente o melhor método contra a violência? Vejamos  as pesquisas… O Brasil tem mais de 625 mil presos e é o 4° país do mundo que mais prende. Entre 2.000 e 2014, o número de presos aumentou 7% ao ano, um número dez vezes maior que o crescimento da população brasileira. Em contrapartida, somos recordistas mundiais em homicídios, cerca de 60 mil por ano.

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Aleppo e o grande crime de Bashar al-Assad

Governos ditatoriais fracos e sem legitimidade, como o de Bashar al-Assad, costumam ser responsáveis por grandes catástrofes humanitárias. O jogo de poder internacional na Síria reflete a fraqueza de um governante que transforma seu próprio território em local para disputas internacionais com consequências fatais para a vida de milhares de civis.

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O corpo web

A maneira como nos relacionamos, seja no trabalho ou no âmbito privado, mudou completamente com o uso das redes sociais. Sem exceção, todos nós usamos a web 24 horas por dia nos sete dias da semana. Uma realidade jamais imaginada antes da década de 70. Com essa evolução, será que compreendemos o que mudou no contato humano? De que forma devemos nos sentir diante de tantas e tão rápidas transformações?

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