Assassinato de PC Farias completa 20 anos e nada mudou na política brasileira

Essa semana, o assassinato de Paulo César Farias, o PC Farias, completou 20 anos sem resolução. Não muito diferente, delações envolvendo a cúpula do PSDB, em especial Aécio Neves, são arquivadas pelo Ministério Público Federal desde 2015. A justiça e a política correm de mãos dadas. Pena é para se ter daqueles que heroicizam o juiz Sérgio Mouro.

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Um voto para a paranoia

Duas explosões em New Jersey reanimaram os debates sobre terrorismo na corrida presidencial, no último sábado. A primeira detonação deixou 29 feridos e a segunda, devido a um atraso em uma corrida beneficente, não atingiu civis. O suspeito é Ahmad Khan Rahami, um afegão de 28 anos, residente no país desde os 12 anos de idade e naturalizado cidadão americano. Trump voltou a falar em controle de estrangeiros e Hilary atacou o adversário pelos comentários xenófobos.

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Tchau querido

Afastar Eduardo Cunha da Câmara dos Deputados tornou-se um exercício de paciência. Foram tantos estratagemas que há quase 1 ano a votação dessa segunda-feira se estende pela Câmara, e quase não sai. Pois a sessão precisou ser postergada em 1 hora pela falta de quórum. Votações feitas e o impossível finalmente aconteceu – Cunha está fora da Câmara.

Para surpresa geral, o PMDB e os partidos de “centrão” (PSD, PP, PR, PTB e PRB) abandonaram o político. Foram 52 votos de 66 do PMDB a favor da cassação e 33 de 35 nos partidos aliados menores. Para acontecer o afastamento, era preciso haver 257 votos a favor entre os 513 deputados. Na reta final, Cunha teve apenas 61 deputados ao seu lado.

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Por que não somos 40

Reza a lenda de que o Ministério Público vai monitorar a conduta dos policiais nas próximas manifestações contra o golpe em São Paulo e Rio de Janeiro após a onda de denúncias sobre truculência e abuso da PM. Dessa vez, a briga é por um motivo muito mais espinhoso do que as grandes passeatas de 2013, e os órgãos de repressão do Estado farão o que seus comandantes mandarem para por fim às reivindicações da rua.

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O Brasil saiu do muro

O Brasil está confuso. Politicamente, isso não é novidade, mas agora há falta de clareza e incerteza quanto às marchas contra o golpe, porque num raro momento da história do país as manifestações possuem bandeiras diversas e a aceitação plena de partidos e políticos marchando lado a lado. 

Os protestos contra o golpe silencioso do Congresso são encabeçados por coletivos e pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), apoiados pelo MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), pela Juventude do PT (Partido dos Trabalhadores), pelo Juntos – movimento jovem nascido do PSOL (Partido Socialista) -, entre outras organizações que carregam suas bandeiras. E o interessante: não há problema algum nisso.

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