Tributo a Elke Maravilha

Se este texto tivesse trilha sonora seria A noiva da cidade de Chico Buarque e Francis Hime, canção feita para o filme de Humberto Mauro de mesmo nome (1978), um dos maiores cineastas brasileiros, e que teve como protagonista a jovem Elke Maravilha.

“Será que a moça lá do alto não escuta o sobressalto do coração da gente” canta Chico Buarque em letra tão apropriada para o dia que Elke Maravilha, russa, alemã, filha de guerrilheiro, brasileira e apátrida, deixou os brasileiros com o coração apertado e um sorriso nos lábios por lembrar dessa figura que representava tantos ao mesmo tempo.

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De repente muda

“A única coisa que não envelhece no rosto são os olhos. Têm o mesmo brilho no dia em que nascemos e no dia em que morremos”, reflete Knausgard em seu livro auto-biográfico A morte do pai. Todo o resto muda, nossa face, nossas relações, nossas formas de manifestar aqueles velhos interesses. De súbito, após uma certa idade, somos tomados pelo sentimento de que tudo mudou, porque nada mudou, e devemos continuar sozinhos. 

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O inimigo predileto

A chegada dos Jogos Olímpicos ao Brasil traz expectativa ao mundo inteiro, como também muita preocupação por parte dos turistas, estrangeiros e nativos, com a segurança do evento. Fala-se em ameaças terroristas contra delegações europeias e norte-americanas e possíveis ataques contra expectadores; porém, nenhuma especulação ou suspeita teve fundamento até agora.

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Respeita as mina

Eu voltava para casa numa noite de sábado conversando casualmente com o motorista do Uber e, papo vai papo vem, começamos a falar sobre cantadas. Eu disse a ele: tenho uma sorte incomum com esse tipo de abordagem na rua (porque elas não acontecem), e ele me respondeu: “mas você não se acha feia quando ninguém mexe com você”? Choque. Eu não havia previsto aquela pérola.

Ouvir aquela pergunta sincera de um rapaz que de maneira alguma queria ser desagradável me chamou muito a atenção. Ele realmente tinha uma curiosidade sobre mim, porque, veja só que peculiar, eu havia dito que não gostava de cantadas.

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Xico Sá por Cláudio Assis

O diretor Cláudio Assis estreia Big Jato nos cinemas. O filme foi considerado pela crítica como um dos melhores trabalhos do cineasta e, no Festival de Brasília, venceu nas categorias: melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor roteiro e melhor trilha sonora. Se for realmente tão melhor que os demais; Amarelo Manga, Febre do Rato, Baixio das Bestas, entre outros, é difícil dizer, porém uma coisa é certa – Big Jato é definitivamente menos polêmico que os demais.

O longa-metragem é a adaptação dos roteiristas, Anna Carolina Francisco e Hilton Lacerda, de um livro de Xico Sá de mesmo título. Amigo íntimo do cineasta e com uma trajetória de vida muito semelhante à de Assis, Sá também veio do interior do Nordeste para a capital, resgatando nesta ficção traços de autobiografia tanto de um, quanto do outro, apesar da evidente carga fantasiosa da obra.

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